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quinta-feira, agosto 5

Hora extra!


Boa noite, senhoras e senhores! Apresento(com muito prazer) ótimas notícias aos leitores da Fábrica!
No dia 28 de Julho de 2010, foram banidas as touradas em Cataluña, estado da Espanha! É isso mesmo, na Cataluña, país famoso por sua reputação e tradição esportiva teve o banimento aprovado pelo parlamento da Cataluña, banimento este proposto pela plataforma “Prou!”(Catalan para “Basta!”) através de uma petição pública. Fico feliz em notar que a conscientização para com os animais têm crescido a ponto de alcançar até mesmo costumes profundamente arraigados na cultura dos homens. Este é o primeiro post que tem como objetivo propagar uma notícia, mas não sinto como se a Fábrica estivesse mudando de rumo, mas como se simplesmente estivéssemos, e estamos, a alardear fantásticos resultados de outras fábricas de opiniões ao redor do mundo. Ainda ontem, ao conversar com bons amigos, ficamos felizes ao perceber a quantidade de acontecimentos que quebram paradigmas na sociedade, fazendo com que cada vez mais novas pessoas queiram absorver, processar, produzir e propagar as idéias que agora se mostram livres de preconceito. Pensem nisso, pensem sobre isso e, acima de tudo, pensem novo, galera! Até domingo!

segunda-feira, fevereiro 11

Comunicação, clareza e expressão de idéias.



Frequentes são os momentos em que se vê pessoas que não se entendem, mesmo falando a mesma língua. O que impede estas de emitir a sua mensagem com clareza, fazendo-se entender?

A comunicação, por mais fácil que possa parecer, é algo difícil de executar com a maestria devida. Pare e pense: quantas vezes hoje mesmo você explicou algo para uma pessoa e esta não entendeu, mesmo após você repetir o que disse? Mesmo dentro do mesmo idioma, há maneiras de se expressar incompreensíveis fora de seu contexto. Para que se possa expressar o que se deseja de uma maneira plausível ao maior grupo de pessoas possíveis, devemos expandir o nosso acervo comunicativo.

Por exemplo: Todos nós falamos gírias. Mas para que pessoas alheias às nossas gírias entendam-nos quando falamos, deveríamos saber explicar com outras palavras cada gíria que falamos, assim como substituí-las por outras palavras em situações que estas não tem cabimento, o que eu, pelo menos, acho particularmente difícil de fazer com todas as minhas gírias.

Outra coisa que, por mais que achemos que não, aumenta o nosso poder comunicativo, é a leitura, ou melhor, a aquisição de informações. Não só as que lhe cabem, mas também informações gerais, alheias à sua rotineira coleta destas. Recentemente me vi em uma situação em que a única coisa que assistia na televisão eram telejornais. Nada interessante, mas sem que eu percebesse a princípio, pude conversar de maneira mais fluida com outras pessoas, pessoas estas que antes eu não tinha assuntos para conversar. Tendo estes assuntos em comum como "entrada", pude então descobrir que tinha sim assuntos para conversar com essas pessoas, mas não tinha meios de expressá-los de maneira que elas entendessem; ou seja, não basta ter as opiniões fabricadas, é necessário expô-las.

É dessa maneira então que, com uma variedade de assuntos para fabricar opiniões sobre, fica mais fácil de se cultivar amizades, de ter um papo interessante, de ser cativante. E é assim que nós conseguimos abrir portas e criar novos laços e contatos, dando-nos uma gama de oportunidades gigante. Afinal, a sociedade se baseia na comunicação. E nos expressando bem, podemos destacar-nos nesta, da maneira que convir-nos.

sábado, fevereiro 9

Máscaras e Cenários


Pego-me ontem à noite assistindo ao BBB. Incomum da minha parte.
No entanto, reparo como é interessante analisar o comportamento das pessoas.

É fácil numa situação como essa ver como as pessoas realmente se comportam diante de uma situação tensa. Não estou falando de "dar uma espiadinha nos brothers", mas sim de reparar como as pessoas praticam algo que eu gosto de chamar comportamento ocasional. É possível mostrar isso através de uma metáfora simples: Imagine a nossa vida como uma grande peça de teatro. Em diferentes cenários, os atores vestem diferentes fantasias e trocam suas máscaras, assim como mudamos de personalidade em diferentes situações. Às vezes a personagem do ator é tão forçada que ele foge de sua compostura padrão para poder encaixar-se a ela. Mas será que nós realmente precisamos ser quem não somos ao tratar com pessoas diferentes? Assim, atrairemos pessoas que não aceitariam o nosso verdadeiro eu?
Pessoas que acabam entrando em um círculo que não tem relação com elas através do uso de máscaras, podem acabar fazendo isso repetidas vezes, até que se percam em intermináveis máscaras, e as suas reais personalidades esvaiam-se pelos cenários em que elas desejaram entrar sem serem elas mesmas.
Então não podemos conhecer pessoas que não sejam parecidas conosco? Não, claro que não. Devemos sim conhecê-las, porém sendo nós mesmos. E aí entra o conceito de flexibilidade moral. Ao invés de tornar se outra pessoa que se encaixe aos outros, a pessoa torna-se flexível para incorporar suavemente traços de outras pessoas e deixar seus traços nelas. Ela não toma uma idéia fixa e isolada em si mesma, e também não copia a personalidade dos outros, mas mescla as idéias e experiências dela e dos outros, formando dentro de si uma próbria Fábrica de Opiniões.